Estive reparando, tenho me sentido muito saudosa nos últimos tempos, talvez de um ou dois meses para cá. Pode ser um sentimento estranho às vezes, acho que no meu caso está relacionado a saudades muito bem fundadas de amigos que estão longe e não voltarão tão cedo, saudades do tempo que passávamos juntos e esse tipo de coisa. Mas esse saudosismo exacerbado que me tomou recentemente tem me tornando um pouco azeda, não que antes dele eu não fosse, mas nesses tempos tenho chegado ao um estado que consigo ser mais crítica do que pessoas que ganham a vida sendo críticas.
O motivo da minha crítica podem dizer que é amargura, podem dizer que é dor de cotovelo, podem dizer que sou ultrapassada e estamos no século 21 e todo esse blábláblá, mas como eu disse na ultima postagem crianças, Eu sou do tempo..., e embora não tenha dito isso no meu ultimo texto, eu sou do tempo em que não se dizia EU TE AMO, como se diz eu to com fome, mesmo se estando de barriga cheia.
Eu me sinto simplesmente revoltada com a banalidade que o mundo toma a cada dia, a futilidade que nos cerca e a falta de sentimento que ronda cada segundo de nossas vidas. Digo isso, pois venho reparando freqüentemente em alguns Nicks por ai, fotos de alguns por ai e vejo essa banalidade implícita em todas elas, em especial dos mais jovens, e quando digo mais jovens, não me refiro a jovens de 20 anos como eu, e sim a molecada de 15, 16 anos.
É incrível como eles dizem eu te amo com uma facilidade, com o perdão da expressão eles dizem “eu te amo’, como se dissessem “eu peidei”, é ridículo, nojento e escroto, como a frase que sugeri, o modo como dizem e do modo que dizem, chega a ser falta de respeito com os sentimentos, deles e do receptor da mensagem.
Em tempos como os nossos, em que quase tudo se tornou banal, respeito é brega e educação é uma palavra sem significado para muitos, a banalização do “eu te amo” já é deveras pesarosa, já extrapola limites, até mesmo os da sanidade, pois o que tinha pra banalizar já foi banalizado mesmo, agora o sentimento mais lindo e imaculado que um ser humano pode conhecer ser banalizado, é demais para minha mente de contos de fadas.
Você que está lendo ai, do outro lado da tela, pode ser um romântico apaixonado, uma pessoa sensata ou conservadora e até mesmo um cético em relação a amor e felicidade, mas sendo você um desses perfis citados ou outro o qual não citei, ou até mesmo preferindo não se encaixar em rótulos, todos nós vamos ter de concordar, a cada dia que passa tudo isso fica mais banalizado, os sentimentos vem perdendo a cor, o brilho e o seu real significado, a ponto de entristecer corações, causar depressões e acabar com ilusões de pessoas que um dia desses, ainda acreditavam nas palavrinhas mágicas e foram enganadas por essa banalização desenfreada do “eu te amo”, inclusive você que se diz cético, pode ser uma delas.
Lembrem-se sempre, em especial, os espertinhos de plantão que adoram dizer “eu te amo” até para o guarda noturno da rua, embora esse nunca seja o mesmo, e você nem saiba o nome do sujeito, e na maioria das vezes que você o viu, estava chegando bêbado da balada! O amor é bonito, mas é difícil e amar não é gostar, o gostar do amor é o gostar das qualidades e, sobretudo, amar os defeitos, aqueles mais horríveis que você poderia citar em uma pessoa, mas que NAQUELA PESSOA, eles caem perfeitamente bem e se tornam qualidades. Então, só diga "eu te amo", quando tiver a certeza de que não está dando pérolas aos porcos, em especial, quando esse porco é você.
Ouvindo: Blood Brothers - Iron Maiden
"(...) abandonar para sempre o pensamento e todas as complicações que traz consigo, tudo menos o desejo mais próximo, direto e penetrante (...)"
sábado, 15 de agosto de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Desapegue
Passo pela crise que jurei que nunca passaria. Uma fase difícil, quase uma depressão, diria minha tia!!! Afinal quem mandou ter idéia de girino, não é mesmo?
Um belo dia, ou madrugada, decidi que queria mudar, aulas chegando e sabe como é não mudei no começo do ano, melhor mudar em agosto, passar o ano todo com a mesma cara languida não é pra mim! Então com alguns pensamentos loucos, e amigas mais ainda, decido cortar o meu cabelo de Rapunzel, que estava no meio das costas, lindo e semi loiro, um arraso! Axl Rose teria inveja de mim!Mas como eu disse teria...
Fui ao cabeleireiro, que maravilha, pensei que ia me sentir uma nova mulher, mas pelo contrário, me senti um mangá! Fiquei idêntica a um, quando a intenção era ficar com o cabelo igual o da Shirley Manson, e então começa o sofrimento!
Cheguei em casa, procurando o cabelo que antes caia nas costas, pedi opinião de amigos, da mãe, do pai, da irmã, da tia e do cachorro! Pedi opinião de todo mundo e cada um dizia uma coisa, adorei, ficou horrível, diferente, show! E isso só me deixava mais confusa e mais agoniada, ainda mais quando eu lembrava da cara do cabeleireiro dizendo ‘’pode navalhar mesmo?’’ e com um sorriso enorme!
Eu me gabei à vida toda, de nunca ter me arrependido de um corte, sempre sai satisfeita, me arrependi de pintar de preto uma vez, mas tintura a gente resolve em uma semana, cabelo ou cresce ou você faz megahair, duas opções demoradas e a segunda tem muitos custos. Agora estou aqui, escrevendo isso a você, caro leitor e principalmente cara leitora, que talvez melhor do que eu saiba o que é passar por isso, não desmerecendo os leitores ex-cabeludos, afinal eles também sabem o que é ficar com um cabelo muito curto!
Agora já estou mais calma (acho), estou procurando acreditar que isso é um sonho ruim ou ainda dizendo pra mim mesma “cresce rápido”, embora isso não seja convincente, mas não tenho muito que fazer, além disso. O que me resta fazer é o que o titulo do texto diz “desapegue”, cabelo nasce de novo.
Um belo dia, ou madrugada, decidi que queria mudar, aulas chegando e sabe como é não mudei no começo do ano, melhor mudar em agosto, passar o ano todo com a mesma cara languida não é pra mim! Então com alguns pensamentos loucos, e amigas mais ainda, decido cortar o meu cabelo de Rapunzel, que estava no meio das costas, lindo e semi loiro, um arraso! Axl Rose teria inveja de mim!Mas como eu disse teria...
Fui ao cabeleireiro, que maravilha, pensei que ia me sentir uma nova mulher, mas pelo contrário, me senti um mangá! Fiquei idêntica a um, quando a intenção era ficar com o cabelo igual o da Shirley Manson, e então começa o sofrimento!
Cheguei em casa, procurando o cabelo que antes caia nas costas, pedi opinião de amigos, da mãe, do pai, da irmã, da tia e do cachorro! Pedi opinião de todo mundo e cada um dizia uma coisa, adorei, ficou horrível, diferente, show! E isso só me deixava mais confusa e mais agoniada, ainda mais quando eu lembrava da cara do cabeleireiro dizendo ‘’pode navalhar mesmo?’’ e com um sorriso enorme!
Eu me gabei à vida toda, de nunca ter me arrependido de um corte, sempre sai satisfeita, me arrependi de pintar de preto uma vez, mas tintura a gente resolve em uma semana, cabelo ou cresce ou você faz megahair, duas opções demoradas e a segunda tem muitos custos. Agora estou aqui, escrevendo isso a você, caro leitor e principalmente cara leitora, que talvez melhor do que eu saiba o que é passar por isso, não desmerecendo os leitores ex-cabeludos, afinal eles também sabem o que é ficar com um cabelo muito curto!
Agora já estou mais calma (acho), estou procurando acreditar que isso é um sonho ruim ou ainda dizendo pra mim mesma “cresce rápido”, embora isso não seja convincente, mas não tenho muito que fazer, além disso. O que me resta fazer é o que o titulo do texto diz “desapegue”, cabelo nasce de novo.
sábado, 25 de julho de 2009
Eu sou do tempo
Eu sou do tempo em Billy Joe do Green Day não era emo e sim punk! Do tempo em que o Tom Delonge do Blink era um idiota e por isso era legal, do tempo em que Bruce Willis era casado com Demi Moore e era chamado para fazer os blockbusters mais fantásticos do cinema. Sou do tempo em que Madonna ainda fazia polêmica e que Britney Spears era supostamente virgem, do tempo em que indie era indie mesmo e não modinha. Sou do tempo em que a 89 era a rádio rock e melhor ainda, do tempo em que rock ainda tocava no rádio! Sou do tempo em que D2 era preso por fazer apologia à maconha, Capital Inicial fazia música de verdade e Legião ainda tocava nas rádios. Eu sou do tempo em que o Lula sonhava com o mandato, do tempo que crianças sabiam cantar “atirei o pau no gato’’ e do tempo em que se ia para o shopping de sapato. Sou do tempo em que balada era coisa para jovens de 20 anos e não para crianças de 12, essas brincavam de Barbie e autorama, não madrugavam no MSN e nem sonhavam com internet! Sou do tempo em que Chinese Democracy era lenda, em que Strokes era uma bandinha que não ia fazer sucesso e do Top 20 Brasil e do Disk MTV com a Sabrina. Eu sou do tempo que não existia piriguete e sim galinhas, e essas eram raras e desvalorizadas, sou do tempo da MTV politizada, do tempo em que jovens ainda pensavam. Não sou do tempo de Crepúsculo e sim de Christiane F., de Nintendo 64 e não de PS 1, 2 e 3. Sou do tempo do VHS, do vinil e do Planeta Xuxa. No meu tempo todo mundo comia pipoca com guaraná no sábado à tarde e não pizza alias sou do tempo em que pizzaria não era uma em cada esquina. Sou do tempo do Oasis, Blur e Red Hot Chili Pepers e também do tempo que Metallica era uma banda mega conhecida, do tempo em que o Maiden não fazia show todo ano no Brasil e do tempo que emo não era um bando de adolescentes chorando com franja. Eu sou do tempo das Spice, BSB e N’Sync, do tempo dos Hanson’s e da KFC. No meu tempo não existia Hopi Hari, só Playcenter, criança dormia cedo e assistia Eliana. Eu sou do tempo de tanta coisa, Fofy, Beto Carreiro, chocolate da Mônica, Pogobol e Acquaplay. Sou do tempo que nem todo mundo falava inglês. É eu sou do tempo de muita coisa, de um tempo que eu sinto falta, de um tempo mais simples e mais normal.
O tempo passou, eu cresci, as coisas mudaram e eu tenho saudades. A vida era mais fácil, as pessoas tinham mais tempo, educação e respeito era moda, quase todo mundo tinha e os valores eram reais e não invertidos como hoje.
É difícil lidar com o passar do tempo, mas mais difícil ainda, é perceber que eu cresci, mas que a humanidade regrediu e não evoluiu.
Ouvindo - Bush - Machinehead
O tempo passou, eu cresci, as coisas mudaram e eu tenho saudades. A vida era mais fácil, as pessoas tinham mais tempo, educação e respeito era moda, quase todo mundo tinha e os valores eram reais e não invertidos como hoje.
É difícil lidar com o passar do tempo, mas mais difícil ainda, é perceber que eu cresci, mas que a humanidade regrediu e não evoluiu.
Ouvindo - Bush - Machinehead
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Areia demais
Férias, tédio, tempo de colocar a leitura em dia não é mesmo? Decidi que iria ler alguns livros que já estavam pendentes há algum tempo, o Gomorra, por exemplo, do Roberto Saviano, mas está sofrível, então decidi intercalar a leitura com outro livro, que conheci fazendo um teste em alguma revista feminina, que me deparei em alguma casa de tia ou cabeleireiro.
O nome do teste era “qual livro você é?”, e o resultado do meu teste foi justamente inesperado e óbvio, Doidas e Santas, de Martha Medeiros. Inesperado por conta de não ser um romance dos típicos que eu sou fã, nenhuma história linda e maravilhosa de Machado de Assis, o ápice da literatura nacional para mim, e sim uma autora da qual eu nunca tinha ouvido falar, embora já conhecesse uma de suas obras e tenha adorado a mesma, além do livro ser composto por crônicas, que como podem ver caros leitores, sou adepta desse estilo!
Para quem não sabe, Martha Medeiros é autora de Divã, que atualmente tornou-se um sucesso do cinema nacional, e recomendo para quem não assistiu, assista, pois é um bom remédio para esse ócio das férias e para qualquer cara amarrada, já que tenho certeza que qualquer pessoa em pleno uso de suas faculdades mentais vai chorar de rir.
O livro é composto das crônicas que Martha escreve para jornais, desde 2005, lidando com o cotidiano da mulher em especial, mas sem deixar que a sociedade como um todo seja abordada, de forma irreverente e sensível ela consegue cativar o leitor.
Em uma das crônicas que li ainda hoje, intitulada “O cartão” ela aborda o tema da insegurança feminina, em especial em relações amorosas, e acho que o tema inicial do blog, tem tudo a ver com isso, afinal, ele começou com um texto bem apocalíptico, sobre romances, lembram-se?
Pois é. Martha conta a história de um capitulo de sua vida, onde ela como toda boa garota de 17 anos estava apaixonada por alguém que era “muita areia para seu caminhãozinho”, mas o que ela não sabia, é que essa areia, nem era tanta assim e correspondia completamente seus sentimentos! E vamos convir quem nunca passou por situação semelhante e ainda sim, não aprendeu a lição?!
O intuito desse texto é simples e curto, e não necessita de toda essa introdução, mas seria ingratidão minha se não falasse e apresenta-se a vocês essa maravilhosa cronista que conheci agora e estou adorando. Mas em poucas palavras, lembre-se de que tentar não arranca pedaço, sonhar não paga imposto e ter auto-estima é sempre bom e ajuda muito. Não fique se achando um nada em relação ao príncipe encantado só por que você não é ao certo um modelo de beleza (ou pelo menos você não se sente um) e aos rapazes, não façam como o rapaz da crônica, que desistiu logo ao primeiro fora, não intencionado da moçoila, pode muito bem ser que ela seja aérea, louca, esteja com TPM ou mesmo só se sinta insegura em relação a você!
Em resumo, sejamos felizes e boas férias!
O nome do teste era “qual livro você é?”, e o resultado do meu teste foi justamente inesperado e óbvio, Doidas e Santas, de Martha Medeiros. Inesperado por conta de não ser um romance dos típicos que eu sou fã, nenhuma história linda e maravilhosa de Machado de Assis, o ápice da literatura nacional para mim, e sim uma autora da qual eu nunca tinha ouvido falar, embora já conhecesse uma de suas obras e tenha adorado a mesma, além do livro ser composto por crônicas, que como podem ver caros leitores, sou adepta desse estilo!
Para quem não sabe, Martha Medeiros é autora de Divã, que atualmente tornou-se um sucesso do cinema nacional, e recomendo para quem não assistiu, assista, pois é um bom remédio para esse ócio das férias e para qualquer cara amarrada, já que tenho certeza que qualquer pessoa em pleno uso de suas faculdades mentais vai chorar de rir.
O livro é composto das crônicas que Martha escreve para jornais, desde 2005, lidando com o cotidiano da mulher em especial, mas sem deixar que a sociedade como um todo seja abordada, de forma irreverente e sensível ela consegue cativar o leitor.
Em uma das crônicas que li ainda hoje, intitulada “O cartão” ela aborda o tema da insegurança feminina, em especial em relações amorosas, e acho que o tema inicial do blog, tem tudo a ver com isso, afinal, ele começou com um texto bem apocalíptico, sobre romances, lembram-se?
Pois é. Martha conta a história de um capitulo de sua vida, onde ela como toda boa garota de 17 anos estava apaixonada por alguém que era “muita areia para seu caminhãozinho”, mas o que ela não sabia, é que essa areia, nem era tanta assim e correspondia completamente seus sentimentos! E vamos convir quem nunca passou por situação semelhante e ainda sim, não aprendeu a lição?!
O intuito desse texto é simples e curto, e não necessita de toda essa introdução, mas seria ingratidão minha se não falasse e apresenta-se a vocês essa maravilhosa cronista que conheci agora e estou adorando. Mas em poucas palavras, lembre-se de que tentar não arranca pedaço, sonhar não paga imposto e ter auto-estima é sempre bom e ajuda muito. Não fique se achando um nada em relação ao príncipe encantado só por que você não é ao certo um modelo de beleza (ou pelo menos você não se sente um) e aos rapazes, não façam como o rapaz da crônica, que desistiu logo ao primeiro fora, não intencionado da moçoila, pode muito bem ser que ela seja aérea, louca, esteja com TPM ou mesmo só se sinta insegura em relação a você!
Em resumo, sejamos felizes e boas férias!
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