Eu não nasci para um mundo de falsos sorrisos, de gente que preenche o vazio com o que há de mais vazio que se possa imaginar. Não nasci para falsas declarações, nem para mentiras que melhoram situações. Não nasci para amigos demais, gente demais, lugares lotados, pessoas simpáticas e todo esse mundinho pop. Não fui feita para ser legal porque me convém, nem para aceitar críticas fundadas na inveja, muito menos fui feita para aturar a hipocrisia que emana de cada sorriso mal disfarçado, pela dor de cada um que finge ser feliz. Não nasci para um mundo cheio de sorrisos forçados, abraços falsos, amigos de balada, jovens autodestrutivos. Não fui feita para um mundo cheio de ignorância, falta de personalidade, falta de bondade e caridade, ausência de altruísmo e maldade por todos os cantos. Um mundo ao qual não pertenço, é o mundo no qual vivo, e isso não me traz nenhuma perspectiva, não que traga a você também, pois nós dois vivemos nele, porém você pode estar cego pela falta de coerência de suas ações e pensamentos.
Nasci para um mundo onde existe compaixão e sentimento, onde as pessoas enfrentam seus problemas e amadurecem quando é chegada à hora. Nasci para um mundo onde as pessoas ainda pensam, valorizam o pensamento e a identidade alheia. Nasci num mundo onde se chora quando se está triste e se sorri quando se está alegre, um mundo onde os pássaros ainda cantam e as plantas ainda dão frutos. Eu nasci para um mundo onde você ainda pode ser você mesmo, não precisa ser legal e nem pop para ser bem aceito. No mundo para o qual eu nasci você não precisa ser igual a todo mundo, e se você não gosta de estar no meio onde foi aceito, as pessoas entendem isso perfeitamente. Nasci para um mundo no qual a inveja é abominada, onde amigos são aqueles que te amam de verdade e não aqueles que esperam que você seja igual a eles. Nasci para um mundo onde casais são felizes para sempre, onde amizades entre sexos diferentes existem, onde hipocrisia é ridículo, e sinceridade, em especial consigo mesmo, está super na moda. Eu nasci para um mundo onde as pessoas não se autodestroem e em que as pessoas tentam ser felizes sem se fazer valer de falsos artifícios.
O mundo para o qual eu nasci não existe, talvez nunca tenha existido, ou talvez ele exista no mundo que eu criei para mim mesma, longe de toda essa loucura cotidiana que me cerca, longe dos dedos que me apontam por ser diferente, longe daqueles que me olham com desdém, porém sentem inveja. Posso ser chamada de careta, de metida, de autista se você assim preferir. Você pode se referir a mim como quiser, do ponto de vista de sua insignificância e mediocridade hipócrita, a qual você disfarça com unhas e dentes, somente para esconder seus traumas, ou para ser mais um serzinho pop e fútil em cima do planeta, prefiro ficar no meu mundo inóspito para sua vida desenfreada, porém aconchegante para alguém que pensa.
Tenho certeza que não fui feita para nenhuma dessas falsas idéias, as quais hoje se tornaram verdades absolutas e incontestáveis, as quais chamam de modernidade. Não acredito em nada do que você acredita, tão pouco acredito que isso mude algum dia, somente posso afirmar que meu mundo é meu lugar e isso não vai mudar.
Ouvindo: Over you - Chris Dauhgtry
"(...) abandonar para sempre o pensamento e todas as complicações que traz consigo, tudo menos o desejo mais próximo, direto e penetrante (...)"
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Parece que foi para sempre..
Ainda parece que foi ontem que você se foi;
e que eu tive a certeza de que você não voltaria mais.
Mas isso já foi há tanto tempo;
que parece que foi para sempre que você se foi;
e parece que todo dia é uma surpresa;
ter a certeza que você não vai voltar;nunca mais.
É inútil tentar preencher o vazio que ficou;
é difícil tentar esquecer o que nunca foi;
é horrível saber que você não estará aqui;
é chocante saber que ainda sinto sua falta.
Ainda me parece que foi ontem;
que eu ria das suas piadas sem graça;
que eu chorava com você todas as suas mágoas;
e que você ainda era aquele que me entendia;
diante de toda a confusão que eu fazia.
Mas aqui estou eu agora;escrevendo as desculpas erradas;
pois meu coração não vê nenhuma delas como certas;
elas só aprofundam mais;
cortes que ficaram desde que você se foi;
tudo que meu coração pede é;
“por favor, volta pra casa”.
Eu sinto tanto a sua falta;
desde que você se foi;
e eu só quero que você volte;
volte pra casa, volte para mim.
Eu ainda espero que;
quando você voltar;
eu esteja aqui e que eu possa ter a certeza;
de que você voltou para casa;
que você voltou para mim.
"I want you to know it's a little fucked up
That I'm stuck here waitin', no longer debatin'
Tired of sittin' and hatin' and makin' these excuses
For while you're not around, and feeling so useless
It seems one thing has been true all along
You don't really know what you got 'til it's gone
When you come back I won't be here..."
Ouvindo : Where'd you go - Fort Minor
e que eu tive a certeza de que você não voltaria mais.
Mas isso já foi há tanto tempo;
que parece que foi para sempre que você se foi;
e parece que todo dia é uma surpresa;
ter a certeza que você não vai voltar;nunca mais.
É inútil tentar preencher o vazio que ficou;
é difícil tentar esquecer o que nunca foi;
é horrível saber que você não estará aqui;
é chocante saber que ainda sinto sua falta.
Ainda me parece que foi ontem;
que eu ria das suas piadas sem graça;
que eu chorava com você todas as suas mágoas;
e que você ainda era aquele que me entendia;
diante de toda a confusão que eu fazia.
Mas aqui estou eu agora;escrevendo as desculpas erradas;
pois meu coração não vê nenhuma delas como certas;
elas só aprofundam mais;
cortes que ficaram desde que você se foi;
tudo que meu coração pede é;
“por favor, volta pra casa”.
Eu sinto tanto a sua falta;
desde que você se foi;
e eu só quero que você volte;
volte pra casa, volte para mim.
Eu ainda espero que;
quando você voltar;
eu esteja aqui e que eu possa ter a certeza;
de que você voltou para casa;
que você voltou para mim.
"I want you to know it's a little fucked up
That I'm stuck here waitin', no longer debatin'
Tired of sittin' and hatin' and makin' these excuses
For while you're not around, and feeling so useless
It seems one thing has been true all along
You don't really know what you got 'til it's gone
When you come back I won't be here..."
Ouvindo : Where'd you go - Fort Minor
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Ilusões
Às vezes se perde, outras vezes se perde de novo, e raras são as vezes que se ganha. Pelo menos às vezes em que se ganha da maneira como se queria.
É difícil aceitar que nem tudo é como queremos, e quase nada da maneira como esperamos. As chances de se acertar são quase nulas, tudo depende de fatores externos e sempre estamos tentando, mas quase nunca recebendo 100% do esperado, ou ao menos, do planejado.
Dessas circunstâncias da vida nossa de cada dia, surgem as ilusões, aquelas que criamos para conforto próprio, para descanso e sossego da mente, para que possamos muitas das vezes encostar a cabeça no travesseiro, fingindo que está tudo bem, quando sabemos que o mundo vai desabar a qualquer momento.
As ilusões fazem parte da vida, ninguém conseguiria sem elas viver. Seria pesado demais encarar um mundo com verdades absolutas, até mesmo porque, se todos nós o fizéssemos, o mundo seria muito mais que um lugar cinza, seria um todo deprimente, complexo, monótono e sem vida alguma, diante do cabisbaixo de cada ser que encara sua realidade de forma tão real, que é incapaz de sonhar, que nada mais é, do que o produto da ilusão, a qual nós criamos todos os dias em nossa mente.
Ouvindo : This is not a love song - Nouvelle Vague
É difícil aceitar que nem tudo é como queremos, e quase nada da maneira como esperamos. As chances de se acertar são quase nulas, tudo depende de fatores externos e sempre estamos tentando, mas quase nunca recebendo 100% do esperado, ou ao menos, do planejado.
Dessas circunstâncias da vida nossa de cada dia, surgem as ilusões, aquelas que criamos para conforto próprio, para descanso e sossego da mente, para que possamos muitas das vezes encostar a cabeça no travesseiro, fingindo que está tudo bem, quando sabemos que o mundo vai desabar a qualquer momento.
As ilusões fazem parte da vida, ninguém conseguiria sem elas viver. Seria pesado demais encarar um mundo com verdades absolutas, até mesmo porque, se todos nós o fizéssemos, o mundo seria muito mais que um lugar cinza, seria um todo deprimente, complexo, monótono e sem vida alguma, diante do cabisbaixo de cada ser que encara sua realidade de forma tão real, que é incapaz de sonhar, que nada mais é, do que o produto da ilusão, a qual nós criamos todos os dias em nossa mente.
Ouvindo : This is not a love song - Nouvelle Vague
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Chances...
“(...) E esconder da sua vida o que você sempre quis...”
É isso mesmo, estou iniciando essa postagem com uma frase de uma música lindinha, fofinha e graciosa que adoro, de uma banda q sinceramente gosto e que não é emo ok?
Só para lembrar, e se fosse também, não haveria problema nenhum, porque vou aproveitar a oportunidade para admitir que é verdade sim, eu gosto de Fresno!!! E qual o problema nisso?!
Depois desse desabafo acima, vamos lá...
O motivo de colocar essa música no inicio da postagem é, em primeiro lugar, eu gostar da música, o segundo motivo é que ela tem tudo a ver com o tema que pretendo abordar nessa postagem e o terceiro é que se você parar para ler/ouvir a letra você vai notar que em algum momento da vida, bem lá no fundinho do âmago, naquelas partes subterrâneas dos seus sentimentos que você jurou a si mesmo, nunca mais desenterrar, a letra tem todo um fundo de verdade, porque você, sim, você mesmo, já passou por essa situação, não venha me dizer que você, sujeito barbado de mais de 20 anos nunca passou por isso, porque de duas uma, ou você está mentindo, por ser mais conveniente, ou você é eremita, pois não é possível que isso nunca tenha acontecido.
O tema dessa postagem são as chances, sim sim, as chances. Existem vários tipos de chances, aquelas que professores batutas (não sei de onde tirei isso agora) te dão para salvar suas notas, aquelas que quando você estava atrasado pra ir para escola, um motorista camarada parou o transito infernal, para você pobre estudante atravessar aquela avenida sempre engarrafada onde ficava sua escola, a chance que sua mãe te dá, ao fingir que não viu que você não arrumou aquela bagunça monstruosa do seu quarto e também as chances que você deve dar a si mesmo, aquelas que você é muito teimoso e teima não dar a si e que são em definitivo o assunto dessa postagem.
Às vezes não queremos esquecer, não queremos lembrar, muitas das vezes nos tornamos incapazes de sentir e ouvir, e em outras tantas vezes gostaríamos de sermos realmente incapazes de tanto, pois nos escondemos, fugimos da realidade que nos é jogada na cara a cada minuto e não nos damos conta de tantas coisas que estão ao nosso redor, e que talvez de fato, fossem aquilo que tanto queríamos e que ainda não encontramos, por um simples e tolo capricho humano, chamado teimosia, a teimosia de ver o certo onde tudo está errado.
Sonhamos com tudo aquilo que queremos, sem de fato apalpar esse “tudo”, um tudo que às vezes não passa de um fruto da nossa pobre imaginação deficiente, ou talvez não passe de uma ilusão nem um pouco comedida, de todos os nossos devaneios encantados. E com tudo isso, nós perdemos as chances, as chances de realmente ter tudo isso que tanto sonhamos, em lugares que nós nunca imaginaríamos que estivessem e nessas horas mágicas de descoberta é que se nota o quanto se foi tolo e que você se arrepende de não ter se dado a chance de sentir tudo o que você queria antes, talvez não da forma como você sonhava, talvez muito melhor.
Todo dia nos são dadas novas chances e todos os dias, nós jogamos essas chances fora, pois estamos muito ocupados idealizando o que nunca deveria ser idealizado e sentindo tudo aquilo que não existe, em uma proporção tão grande, que chega a ser assombrosa.
Passamos a vida toda nos prendendo a coisas irreais, tentando viver ou reviver tudo aquilo que queremos e esquecer tudo que vivemos e foi inesquecível. Se dar uma chance não é fácil e mais difícil é dar uma chance aquilo que não tem chance nenhuma, em nossa concepção, mas nada é imutável, então pode ser que sua opinião mude, conforme as chances que você der a você mesmo e também quando você notar que a maior chance de todas é parar de se esconder atrás de coisas que não existem e nunca existirão. Essa definitivamente é uma chance que poucos concedem a si mesmo, mas aqueles que concedem, descobrem o mais importante da vida, que é o viver, e ser feliz.
OBS: Texto um tanto quanto desconexo, mas é o máximo que consegui me expressar, se vocês lerem com atenção e refletirem bem vão entender ;) (afinal não dá pra escrachar minha vida aqui =P)
“Não sabe o que é ter que esquecer
Cada minuto cada instante passado com você
Pra me dizer que não é feliz
E esconder da sua vida o que você sempre quis”
Ouvindo: O que você sempre quis - Stevens
É isso mesmo, estou iniciando essa postagem com uma frase de uma música lindinha, fofinha e graciosa que adoro, de uma banda q sinceramente gosto e que não é emo ok?
Só para lembrar, e se fosse também, não haveria problema nenhum, porque vou aproveitar a oportunidade para admitir que é verdade sim, eu gosto de Fresno!!! E qual o problema nisso?!
Depois desse desabafo acima, vamos lá...
O motivo de colocar essa música no inicio da postagem é, em primeiro lugar, eu gostar da música, o segundo motivo é que ela tem tudo a ver com o tema que pretendo abordar nessa postagem e o terceiro é que se você parar para ler/ouvir a letra você vai notar que em algum momento da vida, bem lá no fundinho do âmago, naquelas partes subterrâneas dos seus sentimentos que você jurou a si mesmo, nunca mais desenterrar, a letra tem todo um fundo de verdade, porque você, sim, você mesmo, já passou por essa situação, não venha me dizer que você, sujeito barbado de mais de 20 anos nunca passou por isso, porque de duas uma, ou você está mentindo, por ser mais conveniente, ou você é eremita, pois não é possível que isso nunca tenha acontecido.
O tema dessa postagem são as chances, sim sim, as chances. Existem vários tipos de chances, aquelas que professores batutas (não sei de onde tirei isso agora) te dão para salvar suas notas, aquelas que quando você estava atrasado pra ir para escola, um motorista camarada parou o transito infernal, para você pobre estudante atravessar aquela avenida sempre engarrafada onde ficava sua escola, a chance que sua mãe te dá, ao fingir que não viu que você não arrumou aquela bagunça monstruosa do seu quarto e também as chances que você deve dar a si mesmo, aquelas que você é muito teimoso e teima não dar a si e que são em definitivo o assunto dessa postagem.
Às vezes não queremos esquecer, não queremos lembrar, muitas das vezes nos tornamos incapazes de sentir e ouvir, e em outras tantas vezes gostaríamos de sermos realmente incapazes de tanto, pois nos escondemos, fugimos da realidade que nos é jogada na cara a cada minuto e não nos damos conta de tantas coisas que estão ao nosso redor, e que talvez de fato, fossem aquilo que tanto queríamos e que ainda não encontramos, por um simples e tolo capricho humano, chamado teimosia, a teimosia de ver o certo onde tudo está errado.
Sonhamos com tudo aquilo que queremos, sem de fato apalpar esse “tudo”, um tudo que às vezes não passa de um fruto da nossa pobre imaginação deficiente, ou talvez não passe de uma ilusão nem um pouco comedida, de todos os nossos devaneios encantados. E com tudo isso, nós perdemos as chances, as chances de realmente ter tudo isso que tanto sonhamos, em lugares que nós nunca imaginaríamos que estivessem e nessas horas mágicas de descoberta é que se nota o quanto se foi tolo e que você se arrepende de não ter se dado a chance de sentir tudo o que você queria antes, talvez não da forma como você sonhava, talvez muito melhor.
Todo dia nos são dadas novas chances e todos os dias, nós jogamos essas chances fora, pois estamos muito ocupados idealizando o que nunca deveria ser idealizado e sentindo tudo aquilo que não existe, em uma proporção tão grande, que chega a ser assombrosa.
Passamos a vida toda nos prendendo a coisas irreais, tentando viver ou reviver tudo aquilo que queremos e esquecer tudo que vivemos e foi inesquecível. Se dar uma chance não é fácil e mais difícil é dar uma chance aquilo que não tem chance nenhuma, em nossa concepção, mas nada é imutável, então pode ser que sua opinião mude, conforme as chances que você der a você mesmo e também quando você notar que a maior chance de todas é parar de se esconder atrás de coisas que não existem e nunca existirão. Essa definitivamente é uma chance que poucos concedem a si mesmo, mas aqueles que concedem, descobrem o mais importante da vida, que é o viver, e ser feliz.
OBS: Texto um tanto quanto desconexo, mas é o máximo que consegui me expressar, se vocês lerem com atenção e refletirem bem vão entender ;) (afinal não dá pra escrachar minha vida aqui =P)
“Não sabe o que é ter que esquecer
Cada minuto cada instante passado com você
Pra me dizer que não é feliz
E esconder da sua vida o que você sempre quis”
Ouvindo: O que você sempre quis - Stevens
Assinar:
Postagens (Atom)