Sensações desconhecidas são sempre uma surpresa em nossas vidas. Algo que parecia tão bom até tão pouco tempo, hoje lhe parecer monótono, ou mesmo comum e normal é totalmente irreal quando você reflete sobre isso.
Não sentir mais o frio na barriga, as náuseas pelo nervoso, a empolgação pela presença, a vontade de falar, de saber, de ficar falando coisas avulsas só por falar, a sensação de alivio quando a espera acaba! São sentimentos maravilhosos, sem dúvida. Quantas vezes você não quis sentir ao menos um desses sentimentos? Quantas vezes se torturou por não sentir nenhum?Todas essas vezes foram doloridas e cruéis, sofríveis. Mas, e quando você não sentir mais nenhuma delas? Tendo todos os motivos para sentir a todas? Seria como? Mais fácil? Menos doloroso? A resposta é não. Um simples não.
É engraçado como só queremos as coisas quando estão longe, quando podemos apalpar elas, nós as jogamos ao vento como se semeássemos mostarda!
Hoje não quero mais falar, já não pulo de alegria pela presença, não faço mais questão de ver, de sentir e de escutar, a distância não dói mais como antes, o sono voltou e os sonhos acabaram a conversa é meramente técnica, deveras maçante! Os sentimentos extinguiram-se, a vida voltou a sua forma comum e abstrata, e o mais simples de tudo isso, você já não tem mais graça.
E isso só confirma o primeiro texto aqui postado: http://littlethingsbia-almeida.blogspot.com/2009/01/olhando-pela-janela-doce-brisa-do-vero.html
"(...) abandonar para sempre o pensamento e todas as complicações que traz consigo, tudo menos o desejo mais próximo, direto e penetrante (...)"
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Palavras avulsas
Eu realmente não espero ir para casa
Eu não espero ver mais nada
Pois tudo que aqui estava me seguiu
Talvez com uma martelada
Com uma lua quebrada
Com as esperanças despedaçadas
Ninguém mais esperará por você
Você ainda está vivo
Disso você não consegue fugir
Embora esteja rastejando
Até simplesmente sumir
A lua está cheia
E você está morto
Sem saber onde está
E não sabe para onde vai
Mas é certo que você virá até mim
Rasteje até cair
Caia para implorar
E saia como se nunca tivesse conhecido esse lugar
Ouvindo : Full Moon - The Black Ghosts
Eu não espero ver mais nada
Pois tudo que aqui estava me seguiu
Talvez com uma martelada
Com uma lua quebrada
Com as esperanças despedaçadas
Ninguém mais esperará por você
Você ainda está vivo
Disso você não consegue fugir
Embora esteja rastejando
Até simplesmente sumir
A lua está cheia
E você está morto
Sem saber onde está
E não sabe para onde vai
Mas é certo que você virá até mim
Rasteje até cair
Caia para implorar
E saia como se nunca tivesse conhecido esse lugar
Ouvindo : Full Moon - The Black Ghosts
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Ausência
Sempre tentei encontrar uma razão para tudo isso
Nunca compreendi o que se passou e o que se passa comigo
Você, ainda é uma voz
Em meio a um mundo desconhecido
Ainda que a compreensão não venha até minha mente
Eu nunca me julguei inocente
Nesse amor que me arrebatou veemente
Nunca esperei mais do que compreensão
Embora, de mim mesma sempre recebi repreensão
É difícil não tentar parar de te amar
E tentando isso é impossível não chorar
São versos avulsos como esses
Que passam pela minha mente
Quando você está ausente
Sua ausência é como um devaneio
No qual me apego com sublime desespero
Não espero que você
Tudo isto entenda
Só gostaria que, sabendo disso
Você se surpreenda
E entenda
Que sem você
Minha vida não possui sustento.
Ouvindo : I gotta find you - Joe Jonas
Nunca compreendi o que se passou e o que se passa comigo
Você, ainda é uma voz
Em meio a um mundo desconhecido
Ainda que a compreensão não venha até minha mente
Eu nunca me julguei inocente
Nesse amor que me arrebatou veemente
Nunca esperei mais do que compreensão
Embora, de mim mesma sempre recebi repreensão
É difícil não tentar parar de te amar
E tentando isso é impossível não chorar
São versos avulsos como esses
Que passam pela minha mente
Quando você está ausente
Sua ausência é como um devaneio
No qual me apego com sublime desespero
Não espero que você
Tudo isto entenda
Só gostaria que, sabendo disso
Você se surpreenda
E entenda
Que sem você
Minha vida não possui sustento.
Ouvindo : I gotta find you - Joe Jonas
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Absorta
Morrer é fácil, difícil é viver! Isso é um fato ao qual todos deveriam aceitar. O medo da morte é um dogma aceito por todos nós desde o momento em que nascemos até os últimos segundos de agonia nos pesarosos leitos da sombra que nos oprime por toda vida.
Muitos de nós temos por certo que esse será o momento mais difícil. Eu não. Creio que seja o momento mais fácil. Ele é sereno, triste e derradeiro. Depois dele, não nos preocuparemos mais com nada mesmo.
Difícil mesmo é viver, quando não se tem certeza do que é vida. Decisões, escolhas, que farão parte de todo o restante da vida, são muito mais pesarosas do que fechar os olhos para o descanso eterno.
Podem achar que este texto tem um ar fúnebre, porém não é essa a mais verdadeira das intenções por de trás dele, e sim apenas o sentimento que ele nos trás pela imposição de temer a escuridão eterna, que não deveria ser considerada assombrosa, por já termos passado pela claridade desenfreada e injusta, chamada vida.
Viver é difícil, escolher é mais ainda. E o pior de tudo é escolher na certeza do arrependimento tardio.
"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi".
Henry David Thoreau
Ouvindo: Clair De Lune - Debussy
Muitos de nós temos por certo que esse será o momento mais difícil. Eu não. Creio que seja o momento mais fácil. Ele é sereno, triste e derradeiro. Depois dele, não nos preocuparemos mais com nada mesmo.
Difícil mesmo é viver, quando não se tem certeza do que é vida. Decisões, escolhas, que farão parte de todo o restante da vida, são muito mais pesarosas do que fechar os olhos para o descanso eterno.
Podem achar que este texto tem um ar fúnebre, porém não é essa a mais verdadeira das intenções por de trás dele, e sim apenas o sentimento que ele nos trás pela imposição de temer a escuridão eterna, que não deveria ser considerada assombrosa, por já termos passado pela claridade desenfreada e injusta, chamada vida.
Viver é difícil, escolher é mais ainda. E o pior de tudo é escolher na certeza do arrependimento tardio.
"Fui à floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Aniquilar tudo o que não era vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi".
Henry David Thoreau
Ouvindo: Clair De Lune - Debussy
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