quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Uma das poucas certezas

Às vezes é preciso continuar. É nesse momento que você percebe que, não importa o quanto de tempo passe , as estações mudem, quantas pessoas virão e quantas se foram, você ainda estará lá com eternas dúvidas , com um certo excesso de comparações e com algumas poucas certezas. Uma delas é que, não importa o que você faça, não importa o que aconteça, você sabe que , por mais que você tente, algumas coisas nunca vão mudar.
Uma das poucas certezas que se pode ter na vida é de que, não importa como foi o passado, o quão bom ou ruim ele foi , você provavelmente, em algum momento, terá saudades dele, e não importa o porque dessas saudades, e sim a aceitação que você deve ter, de que nada será como antes, e que infelizmente, ninguém é igual a ninguém, e o pior de tudo, realmente existem pessoas insubstituíveis.

E se foi
Se jogou num mar aberto de ilusões
E as ondas te acertaram como eu planejei
Eu exagerei
Um sentimento forte
Eu sei que tive sorte
Aquilo não era o que eu sou
Agora eu sei muito bem quem eu sou
E o que me tornou

Ouvindo : Cine - As cores

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um cara difícil

É prezada, leitora: se um dia você sair com um cara pela primeira vez, motivada a iniciar um relacionamento amoroso, e ele adverti-la dizendo “sou um cara difícil”, acione a luz amarela. Ok, pode ser que seja apenas charminho dele, uma maneira de se valorizar aos seus olhos – usou o adjetivo “difícil” como oposto de “tedioso”.
Sim, talvez ele só queira deixá-la ainda mais a fim, dizendo uma frase desafiadora que pode ser traduzida como: será que você consegue dar conta do meu temperamento explosivo, terá atributos suficientes para me amansar e me fazer virar um cordeiro na sua mão? Mulheres adoram esse joguinho perigoso.
Só que pode não ser jogo algum, e ele estar sendo absolutamente modesto na sua própria descrição: talvez ele não seja difícil, e sim impossível.
Nenhum de nós é muito fácil, nem homens, nem mulheres. Só o fato de termos sido criados em
cativeiro numa família com suas próprias regras, valores e manias já faz de cada um de nós uma aposta arriscada na hora de ter que negociar com uma espécie nascida em um cativeiro diferente. Mas, como relações entre irmãos são veementemente desaconselhadas, o jeito é procurar uma alma gêmea na praia, no bar, na rave, e torcer para que ele não dê o fatídico aviso “sou um cara difícil”, porque se ele for mais difícil do que todos naturalmente são, aí danou-se.
O cara difícil vai estar superentusiasmado quando falar com você ao telefone pela manhã e, à tardinha, ligará de novo para desmarcar o cinema porque precisa ficar sozinho. E o mais grave: ele vai mesmo ficar sozinho, com a luz apagada, em embate silencioso com seus demônios internos.
Quando vocês estiverem na platéia de um show com três mil pessoas, ele vai encasquetar que um homem de camiseta verde está olhando com insistência pra você, e vai ter certeza de que você está retribuindo o olhar, e você vai perder a voz tentando explicar, no meio daquela barulheira, que tem pelo menos oitocentos marmanjos de camiseta verde em volta, todos olhando pro palco.
Aliás, se estivessem olhando pra você, qual o problema, ele não se garante?
Que audácia, você peitou o cara difícil. Ele vai deixá-la sozinha no show e desligará o celular por três dias. Se você não amá-lo, o prejuízo será apenas a bandeirada do táxi que você terá que pegar para voltar sozinha pra casa, mas se você o ama, prepare-se para esvair-se em explicações e declarações, a fim de traze-lo de volta à realidade. Um cara difícil exige uma paciência oceânica.
Ele vai ser romântico e muito bruto. Ele vai ser generoso e muito casca-grossa. Ele vai dizer a verdade e vai mentir às vezes. Ele vai fazê-la se sentir uma eleita entre todas, e depois vai dar mole pra muitas. Ele vai implicar com as mínimas coisas, e com as grandes também. Ele vai exibir qualidades que você nem sabia que um homem poderia ter e, em troca, vai abusar de todos os defeitos que você sabia que todo homem tinha. Ele vai ser ótimo na cama. Vai ser um perigo dirigindo um carro. Vai ser gentil com sua mãe. Vai ser um brucutu com a mãe dele. Ele mudará de humor a cada vinte minutos, ele vai brigar por nada, vai beijá-la demoradamente por horas e, com essa bipolaridade bem ou mal disfarçada, ele a deixará tão tonta e exausta que você pensará que foi atropelada por um trem descarrilhado. “Quem sou eu?” será sua primeira pergunta ao acordar sobre os trilhos.
No primeiro encontro, pergunte: você é um homem difícil? Se ele responder que é, procure imediatamente um psicanalista. Pra você, santa.

Martha Medeiros

Obs: Adoro esse texto, pode ser encontrado no livro Doidas e Santas. Leitura que eu recomendo para um fim de semana tedioso, garantia de boas risadas e de identificações, que serão feitas ao longo das páginas viradas. E cá entre nós queridos leitores, bem real esse texto não? Hahahaha

terça-feira, 6 de julho de 2010

Partes de nós

É sempre difícil entender. Entender o porquê das coisas, os motivos de todos os males, as fraquezas, as recaídas, os erros, as jogadas, os acertos. É muito difícil entender quando se está do lado de fora, mas bem pior é entender quando se está do lado de dentro.

Às vezes percebemos que tudo que já demos como certo, não é tão certo assim, às vezes não é nem um pouco certo. Muitas vezes notamos que o esquecimento que existia, foi fruto da nossa imaginação, ou quem sabe, até mesmo da nossa força de vontade e empenho. É nesses momentos que olhamos para trás e perguntamos a nós mesmos “onde foi que errei?” e ainda quando encontramos o erro, é menos sofrível, pior quando analisamos minuciosamente a trajetória até o ponto do questionamento e percebemos que seguimos a receita, fizemos o passo a passo e mesmo assim, ainda está tudo errado.

É sempre duro olhar para trás e não achar erro algum no caminho trilhado até agora. Olhar, verificar, analisar e perceber que fizemos tudo certinho, tudo nos conformes e como nos foi ensinado e até mesmo testado antes, só que dessa vez não funciona e nesse momento, poucas coisas nos vem a cabeça, uma que sempre vem a minha particularmente é “Há algo de muito errado no Reino de Roma”, embora um tanto quanto obsoleta, descreve bem as minhas frustrações e angustias nesse tipo de momento.

O momento, aquele momento. O momento em que você “descobre” (embora sempre tenha sabido) que por mais que você faça, por mais que você tente, ainda que perdoe, ainda que lute contra, naquele momento você sabe, todo esse esforço é em vão, porque seja como for, nada, absolutamente nada, muda o passado.

Nada pode nos fazer ter a confiança de outrora, a benevolência do ontem, o carinho do antes, as saudades do passado. Ainda que você tente e se esforce, ainda que lute para fazer tudo melhor, ainda que tente esquecer tudo que já foi, às vezes, certas coisas não voltam aos seus devidos lugares, e é então que você se pergunta “E eu realmente quero que elas voltem?” e o pior de tudo, quando você mesmo se assusta com a resposta do seu interior “Quero!” ou ainda “Não”.

Não importa o quanto você jure a si mesmo que perdoou, que esqueceu, que já não lhe importa mais, ou ainda que você diga isso a outras pessoas, a verdade nós, no nosso interior sempre saberemos, e essa verdade que nunca vai nos deixar dormir em paz, seja pela mentira que vivemos ao negar o que queremos, ou pela verdade que não temos e almejamos.

Ouvindo - Layla - Eric Clapton


Apenas um pouco de...Poesia !!!

Quero deixar registrado aqui neste Blog, que conheço um rapaz, que atende pelo nome de Marcelo, que possui um talento nato para escrever lindos, maravilhosos, fabulosos poemas, e queria fazer a propaganda do blog dele aqui, ai vai o link


Toda vez que acesso me surpreendo, recomendo e tenho certeza que quem seguir minha indicação não vai se arrepender, desfrutem de boa poesia meus caros leitores ;)

domingo, 6 de junho de 2010

...

"O que quer que você faça na vida será insignificante, mas é muito importante que você o faça. Porque ninguém mais o fará.
Como quando alguém entra na sua vida e metade de você diz que não está nem um pouco preparado. Mas a outra metade diz: faça com que ela seja sua para sempre(...)"

Apenas leia e reflita. Vale muito a pena.

sábado, 15 de maio de 2010

Stigmatized

"Well I wrote to you a letter
To say my last goodbye
I just think it's time for me to go away
The sun it seems to sink now
Like my love into the grave
This life is not yet over
It doesn't need to be saved
The chambers of my heart
They echo all the same
The solitary man
Drives himself insane
But I'll come back
To smile once again
I'll try and try
Until I die
To make you understand
My love
I'll make you understand
'Cause we're stigmatized"

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Enquanto as provas não acabam (saco!!!), uma música que eu não consigo parar de ouvir ;)

Undisclosed desires

I know you suffered
But I don't want you to hide
It's cold and loveless
I won't let you be denied

Soothe me
I'll make you feel pure
Trust me
You can be sure

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty's not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

You trick your lovers that you're wicked and devine
You may be a sinner
But your innocence is mine

Please me
Show me how it's done
Tease me
You are the one

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty's not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

Please me
Show me how it's done
Trust me
You are the one

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty's not just a mask
I want to exorcize the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Hey man, I'm alive

Afinal já vivi meus dias de morta, pacientemente. Dias em que não se quer levantar da cama e você se pergunta “Por que comigo?”. Vivi cada dia desses, um de cada vez, questionando o mínimo detalhe, sofrendo a cada segundo, chorando durante todo o tempo, e dizendo “Eu não vou sobreviver”.

Dias cruéis, dias ingratos, dias em que você se despedaça pelo chão e não encontra nenhuma de suas partes. Existem dias em que nem suas colunas mais fortes conseguem te sustentar, e nem as mais dóceis conseguem te consolar.

Existem momentos em que tudo que era certo, vira de cabeça pra baixo, as coisas saem do lugar e nada mais faz sentido. Momentos que são difíceis, momentos sofríveis e o pior de tudo que não fazem nenhum sentido e não possuem nenhuma explicação. E o pior de tudo, é que são justamente nesses momentos que você percebe que podia jurar que tinha tudo sob controle.

Mas chega o momento em que você percebe, o momento em que você finalmente percebe, que o mundo não acabou, que a dor já está indo embora, que tudo pode voltar a ser como antes, ou melhor, pode ser muito melhor do que antes, e que você pode ter perdido, ou apenas pensado que perdeu o que você nunca teve, e que apesar de tudo a vida ainda tem graça e você ainda tem jeito.

Você pode se sentir morto, pode ter perdido algumas parte de você, pode ter colunas que não te sustentam mais, pode se perguntar o tempo todo “Por quê?”, mas já diria a celebre frase “I’m feeling like a Monday, but someday I’ll be Saturday night”, e hoje eu posso dizer, eu já sou sexta feira! E você?


Ouvindo: Bon jovi - Someday I'll be Saturday night

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sempre

A chuva ainda cai lá fora, e aqui dentro, a vida ainda continua a mesma. Parece que é sempre a mesma coisa, que nada muda e que tudo isso não passa de um mal entendido ou da comédia que é a vida.
São momentos como esse que trazem tantos pensamentos à tona. Momentos injustificáveis, que assim como as nuvens carregadas lá fora fazem a chuva cair, fazem com que as lágrimas escorram em uma cachoeira de emoções chamada face, que juntamente com as lágrimas formam a mais solene expressão da tristeza não comedida, no rosto de alguém que só sabe perguntar a si mesmo “Por quê?”.
Muitas vezes nada parece ter justificativa e na maioria delas, julga-se que a culpa é toda daquele que sofre. Sofre pela falta do amigo que vai embora, pela ausência do desejo de viver, pelas palavras ásperas que recebe quando na verdade só queria ajudar, pelas coisas que guarda a tanto tempo dentro do coração e só está tentando fugir, pela amiga que foi incompreensiva, quando tudo que se queria era um momento pra conversar, pelo julgamento errôneo de tantos quantos o fizeram, pelas palavras que não confortam, pelos desgostos que assolam e pela crueldade imposta no rosto de cada semelhante que um dia se ousou confiar.
Não é a primeira vez que alguém te decepciona, não é a primeira vez que se sente incompreendido, não é a primeira vez que todos dizem o que você está cansado de saber, nem é a ultima que ninguém vai te compreender, não é a primeira vez que você vai cair e o ultimo que você espera que te erga é o que dá o golpe de misericórdia. Infelizmente o mundo vai continuar te decepcionando, a vida vai continuar fazendo você cair de joelhos e nem sempre seus amigos vão te dar o que você espera receber deles. E infelizmente isso é verdade.
A cada momento a vida vai fazer com que você sofra com a amizade que você perde, com o respeito que você jurava ter e não tem, com as pessoas que vão te enganar, com as pessoas que você aprende que não pode contar e com as escolhas que você fez e descobriu não serem as melhores.
Então vai chegar uma hora que você vai aprender ver o mundo de outro modo. A inocência que você tinha se vai e você aprende que o mundo é cruel, a vida é dura e as pessoas são um misto dessas duas coisas. E quase nunca se pode esperar algo bom de alguém. Você aprende que confiança é um tesouro muito precioso para se desperdiçar com muitos, e que amizades de verdade nascem do nada e que mesmo quando você não precisa delas, elas estão ao seu lado. Você vai ver que se enganar com as pessoas é normal, e que você vai continuar cometendo esse erro até o ultimo de seus dias. E a cada momento você vai cair e se levantar, mas em um momento, vai parar de cair com a surpresa e a dor de uma criança, e começará a cair com o queixo erguido de um adulto, que por ser sábio não sabe o que está fazendo, mas sabe que vai superar tudo.
Em algum momento da vida você terá de admitir as pessoas irão te decepcionar sempre, porém nem sempre é culpa delas, ou a real intenção. Mas a grande lição não é aprender que elas vão te decepcionar e sim que você deve aprender a perdoá-las, afinal você não sabe quantas pessoas você mesmo já decepcionou e quantas te perdoaram.
Assim como a chuva refresca o calor do verão, as lágrimas acalmam as brasas do coração e ajudam a secar as feridas. E como toda chuva tem fim e o Sol nasce novamente, os mesmos enganos nascerão outra vez em cada coração decepcionado anteriormente, as mesmas amizades incertas voltarão às mesmas palavras ríspidas, os mesmos erros, as mesmas decepções, as mesmas incertezas, tudo estará lá quando o Sol nascer novamente. E quando se cair novamente, a mesma chuva cairá torrencialmente, e a mesma face encharcada pelas lágrimas de decepção anteriormente estará lá, porém com lições já apreendidas e vividas, e talvez com menos sofrimento e com um pouco mais de sabedoria e graça pelas experiências já vividas.

"As piores coisas sempre são feitas com as melhores intenções."
Oscar Wilde


Ouvindo : Sum 41 - With me

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

The truth about love...

Lately I've been wishing I had one desire
Something that would make me never want another
Something that would make it so that nothing matters
All would be clear then
But I guess I'll have to settle for a for a few brief moments
And watch it all dissolve into a single second
And try to write it down into a perfect sonnet
Or one foolish line
Cause that's all that you'll get
So you'll have to accept
You are here and then you're gone
But I believe that lovers should be tied together
Thrown into the ocean in the worst of weather
Left there to drown
Left there to drown in their innocence
But as for me I'm coming to the final chapter
I read all of the pages and there's still no answer
Only all that was before I know must soon come after
That's the only way it can be
So I stand in the sun
And I breathe with my lungs
Trying to spare me the weight of the truth
Saying everything you've ever seen was just a mirror
You've spent your whole life sweating in an endless fever
And laying in a bathtub full of freezing water
Wishing you were a ghost
But once you knew a girl and you named her "Lover"
Danced with her in kitchens through the greenest summer
But autumn came, she disappeared, you can't remember
Where she said she was going to
But you know that she's gone
Cause she left you a song
That you don't want to sing
Singing, I believe that lovers should be chained together
Thrown into a fire with their songs and letters
Left there to burn
Left there to burn in their arrogance
But as for me I'm coming to my final failure
I've killed myself with changes trying to make things better
And ended up becoming something otherthan what I had planned to be
All rightI believe that lovers should be draped in flowers
And laid entwined together on a bed of clover
Left there to sleepLeft there to dream of their happiness

Bright Eyes - A perfect sonnet

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Viver

"Um dia me disseram...Que as nuvens não eram de algodão...Sem querer eles me deram...As chaves que abrem essa prisão..."

É triste olhar o passado e chegar à conclusão que ele foi mais belo do que o presente. Difícil é contemplar as lembranças diáfanas da minha mente, e ter a absoluta certeza de que isso só vai piorar com o tempo.
A infância é a idade mais bonita, de tudo se ri se acha graça, se contempla com ternura e com o sabor inconfundível da inocência. As lembranças das brincadeiras com os primos, as reuniões em que sempre alguém se machucava brincando, o gosto de férias na casa da avó, a doce ilusão de que a vida sempre vai ser tão boa quanto os passeios de bicicleta, bolinhos de chuva e tardes de piscina com os primos. A ilusão de que a vida é tão boa quanto se ganhar o que se pede no natal, quanto às férias em família e os sorvetes na praia. Tudo que se carrega de ruim dessa época é o gosto dos xaropes, das vacinas e a dor das injeções.
Há quem diga que a vida adulta, ainda tem o mesmo gosto. Que as férias ainda são tão boas quanto antigamente, e que os sorvetes tem o mesmo gosto. Mas pense bem, há quanto tempo você não ri com os seus primos, como quando criança? E ainda que ria o suficiente, ao menos, sua mente não está tão leve, quanto ela já foi, na mais tenra idade. Existe sempre algo passando por ela, que não é qual a próxima brincadeira, ou o que tem de almoço, ou ainda como vai burlar aquela coisa verde que sua mãe está fazendo. A vida era mais fácil.
A adolescência é chata, é difícil, mas ensina. Ensina que você não pode confiar, como confiava. Ensina que mentir, às vezes é necessário, coisa que você só cogitava na infância, quando quebrava o vaso da sala. Ensina que as pessoas são cruéis, e que vão te decepcionar. Ensina que nem tudo é como você quer e que absolutamente nada é para sempre. Muitos consideram uma idade divertida, uma idade legal. Isso até você sair dela, porque quando sai, você olha para trás e pensa “Como eu fui idiota”, embora isso seja errado, já que com o passar do tempo, você ainda vai conseguir a proeza de maiores idiotices, do que as cometidas na adolescência.
E então a adolescência se vai e você descobre. Você descobre que tudo passa, os amigos que você julgava serem para sempre, já que você era tão parecido com eles. Os amores que você julgava serem únicos, embora eles tenham sido no mínimo dois, durante esses seis anos penosos. A raiva porque você não conseguiu ir ao evento que antecedia sua prova e mesmo aquela teimosa revolta que você tinha, rebelde!
Chega-se a idade adulta e ai sim, a vida torna-se dura. Você descobre o que é responsabilidade de verdade, e que ela não se limita a não fazer besteira e arrumar seu quarto. Muitas coisas ainda há de se aprender nessa fase. Embora seja jargão, uma delas é; decepção não mata, só ensina viver. Ainda aprendemos que errar é parte da vida, que acertar todas às vezes, nem sempre é possível, e que enganar-se é realmente ruim, mas que sempre vai acontecer. Nessa fase, se aprende que a vida não é feita de sonhos e sim de lutas, onde muitas vezes somos o nosso próprio inimigo. E finalmente notamos que não enxergamos mais a vida com a doçura de uma criança, e sim com a tristeza de uma.
Muitos podem ler tudo isso e pensar “Você é muito jovem para saber tanto”, porém sou velha o suficiente para enxergar as coisas como são e encarar a vida como ela é. Não posso divagar daqui em diante, não porque não quero ou ainda porque isso é tudo que me disseram como muitos por certo hão de pensar, mas sim porque só cheguei a esse ponto. Talvez ainda não tenha errado o suficiente para saber mais, ou aprendido o suficiente para afirmar com veracidade o que escrevo. Talvez muito pouco possa afirmar mais do que isso, mas uma coisa tenho por certo, de que não é mais fácil agora e não vai ficar mais fácil depois, somente menos doloroso e talvez bem menos assustador.

"É rolando no fundo dos rios que se lapidam os cascalhos" (provérbio chinês)

Ouvindo: Garotos - Kid abelha


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Saudades

Sentimento petulante. É a dor que te incomoda, mas que não é visível. É o sentimento que te traz lágrimas inesperadas, em momentos inoportunos. É o que te faz pensar como a vida pode ser amarga na ausência de pessoas especiais.
O sentimento que pode ser sentido de várias maneiras. Sentimos saudades do amigo que está ocupado demais com o trabalho, da amiga que não se vê pela correria do dia a dia, da mãe e do pai que foram viajar, do irmão e irmã que se casaram e não se pode mais nem ao menos importunar, de quem não está por perto e é a única pessoa que deveria estar.
É difícil ouvir a música que lembra. É difícil esquecer as risadas. Muito mais difícil é se esquecer de gestos, das brincadeiras e das conversas. E ainda pior do que tudo isso, é ter a certeza que tudo ainda vai ficar mais cinza com a ausência prolongada e com a ausência do diálogo, com a separação involuntária e com as lágrimas que se seguirão por um período indeterminado e demasiadamente doloroso.
É muito difícil procurar entre os rostos da multidão, o único rosto que se quer ver e que nunca se acha. É difícil tentar lembrar-se de tudo, quando o tudo já não é mais que uma vaga lembrança, é difícil encontrar alguém como o alguém que você procura, seja ele quem for.

Ouvindo : Die, die my darling - Metallica

sábado, 19 de dezembro de 2009

Use somebody

I've been roaming around
Always looking down at all I see
Painted faces, build the places I can't reach

You know that I could use somebody
You know that I could use somebody

Someone like you, and all you know, and how you speak
Countless lovers under cover of the street

You know that I could use somebody
You know that I could use somebody
Someone like you

Off in the night, while you live it up, I'm off to sleep
Waging wars to shape the poet and the beat
I hope it's gonna make you notice
I hope it's gonna make you notice

Someone like me
Someone like me
Someone like me, somebody

Someone like you, somebody
Someone like you, somebody
Someone like you, somebody

I've been roaming around,
Always looking down at all I see


OBS: Boa música, bela voz do vocalista do Kings of Leon, é Natal e anda tudo muito corrido e mais importante do que tudo isso, traduz muito bem todo e qualquer momento nos últimos tempos. Boas Festas e Boas Férias!!!

Ouvindo: Kings of Leon - Use Somebody

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tudo que vai

“...deixa o gosto...deixa as fotos...”

É difícil aceitar que em um determinado momento da vida temos de nos separar de tudo o que tínhamos por certo, de tudo que conhecemos como o mais perfeito conto de fadas e exemplo do que gostaríamos de ter pela vida toda, tudo que nos foi dado e depois, parecendo logo em seguida nos ser negado.
A vida é sarcástica conosco. Ela passa o tempo todo nos pregando peças, que nem sempre nos parecem de bom gosto, peças que machucam, ferem, a ponto de termos a certeza de que nunca mais seremos felizes novamente. Assim seguimos toda nossa existência, cheia de idas e vindas, altos e baixos, decepções e tristezas, e há quem diga que quase nunca alegria.
As pessoas entram em nossas vidas, nos trazem alegrias, sentimentos jamais vivenciados antes, nos sentimos vivos como nunca e repentinamente, essas pessoas partem de nossas vidas, levam tudo que nos deram, e ainda deixam a dor, a saudade, e a lembrança como recordação, a recordação amarga de tudo que já se foi um dia, de tudo que já se teve, e do nada que restou.
É difícil aceitar que tudo acaba um dia, até mesmo porque, esse acaba às vezes chega muito cedo, sem aviso nenhum e nos encontra cara a cara, nos deixando devidamente tristes e confusos, nos faz procurar respostas jamais encontradas, explicações inexistentes e nos presenteia com dúvidas pertinentes, fazendo tudo sem nexo e confuso, e muito mais do que isso, tudo doloroso.
Podemos não encontrar explicações, nunca saberemos o que aconteceu e o que estaria por vir se assim não tivesse sido, fato é que as saudades ficam, a dor incomoda, o choro afoga, a noite traz soluços e a vida se torna cinza, porém como a história de amor não é pra sempre, o sofrimento também não é, e um dia ele passa, um dia o Sol aparece novamente, o choro não é mais constante, o soluço se cura, a dor é como anestésico, e as saudades tornam-se apenas bonitas lembranças, para serem apenas lembradas e não somente sofridas.

Ouvindo : Dont’ let me down - Stereophonics

domingo, 25 de outubro de 2009

Insubstituíveis

Existem momentos especiais, pessoas sensacionais, sentimentos que ficarão para sempre em cada coração que o sentiu. E embora não mais exteriorizados, eles permanecem lá, estacionados, congelados no tempo que não os tornou menos fortes, mas que apenas fez nos aceitar que eles deveriam ser guardados, aceitos como imaculados, e antes que se perdessem em meio a tantos erros aos quais nós os sujeitamos, eles deveriam apenas permanecer em sua forma bela, pura e imaculada, para que absolutamente nunca, possam ser sujos com sentimentos grotescos, como ódio e raiva, que nada mais são do que o resultado dos erros que cometemos a cada minuto em nossa falta de percepção e tato do que a vida nos ofereceu, e que sem ao menos percebermos, nós estragamos com apenas uma palavra ou com a ausência de um gesto.
A cada passo que nós damos, a cada música que escutamos, a cada longo segundo que passa após o fim, nós achamos que nos tornamos fortes, que estamos superando, e chegamos a acreditar na tolice de que já não sentimos mais, mas nesse exato momento é quando se ouve a música que faz o coração quebrantar, é quando se lembra dos momentos especiais, é quando vemos alguém passando pelo mesmo que passamos há meses atrás e nesse exato momento é que notamos, que embora o tempo passe, as coisas mudem e tudo pareça ser diferente do que era quando o céu ainda era cinza, percebemos que jamais poderemos substituir quem de fato é insubstituível.
Os dias já passam sem demorar, as risadas já voltaram e as lágrimas secaram por fora, mas elas ainda escorrem por dentro, dentro de uma idéia fixa, dentro da esperança que já não existe, dentro da vida que só é colorida por fora, mas que por dentro insiste em nascer cinza, pois o Sol já se foi há tanto tempo. Tudo que nos resta nessa situação é aceitar o cinza do outono, pois o inverno já foi embora, em meio a tantas lágrimas derramadas, a tantos prantos consolados pelo ombro amigo que nunca te abandonou, mas o outono nunca se tornará verão, e quando se sabe disso, a vida tende a ter um aspecto cinza, não frio, somente nebuloso, como qualquer outro tipo de falta de esperança, que é o que resta quando se conhece a dura realidade que a vida nos apresenta, existem pessoas insubstituíveis.
Chega o dia em que notamos que nenhum sorriso substitui a expressão séria, que nenhum elogio substitui a falta de doçura, que nenhuma tentativa bem sucedida de não brigar vai substituir as brigas travadas em outrora, que as saudades não são tão expressivas quando faladas e sim que elas realmente só são importantes quando apenas sentidas, e que o sentimento do agora é irrisório perto do choro de antes, das saudades do ontem, do sentimento sem precedentes que já se sentiu um dia, um momento de devaneio em meio a tudo que se conhece e que pode ser chamado de não outra coisa que somente e simplesmente amor.
Quando se percebe a diferença entre tudo que se teve e o que se tem, mesmo quando se tem a certeza de que o agora é mais saudável, mais macio, menos doloroso, nada conforta, porque não é como sentir como sentia antes, não é como não dormir pelo que não se dormia antes e não é nem um pouco mais fácil do que antes, é apenas menos doloroso, mas nem por isso é bom. Não é fácil sentir como se tudo faltasse, nada completasse, mesmo quando se tem tudo e se sente que não se tem nada, pois o tudo está apenas na memória, na recordação, no ontem, no passado, no que se foi e que não há de voltar.
Existem sentimentos, de todas as formas, intensidades, e existe um sentimento, um único sentimento, que se guarda para sempre, que não se desfaz com o tempo, com a distância, com a impossibilidade de se realizar, aquele que não se concretiza e que mesmo assim pode ser vivido, aquele que não foi correspondido, mas foi sentido ao máximo possível, o sentimento que mudou você, que mudou sua vida, sua visão, tudo que você conheceu que não pode nunca ser comparado a nada, que não pode ser esquecido, embora sempre machuque quando é lembrado, mas que é o único que fere sem causar mal, é aquele que fica guardado em nossa memória, que dele só restam às boas lembranças. É o sentimento que sempre guardaremos no coração, que a vida só nos permite sentir uma vez e que é a melhor parte de nós para sempre, é o sentimento que não se compara não se iguala e que nunca haverá definição, pois amor é pouco para tanto quanto ele.
Sempre existirão chances, pessoas, risos, vidas, mortes, momentos, felicidades, saudades, tristezas, paixões, amores e sempre existirá o que fica para sempre, o que é insubstituível, imutável, incomparável, sem definição e que embora não exteriorizado, estará sempre vivo, será sempre sentido e nunca, jamais, esquecido.

Ouvindo: Bella's lullaby - Edward Cullen

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Momento twitter

O tempo anda um pouco complicado para mim e para a criação de novos textos, mas para mostrar que esse blog ainda vive, vim deixar uma frase que gosto bastante, num estilo um pouco twitter para o meu gosto...

''Pior é aquele que não é, acha que é e finge ser"

Ouvindo : That's what you get - Paramore

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Inapta

Eu não nasci para um mundo de falsos sorrisos, de gente que preenche o vazio com o que há de mais vazio que se possa imaginar. Não nasci para falsas declarações, nem para mentiras que melhoram situações. Não nasci para amigos demais, gente demais, lugares lotados, pessoas simpáticas e todo esse mundinho pop. Não fui feita para ser legal porque me convém, nem para aceitar críticas fundadas na inveja, muito menos fui feita para aturar a hipocrisia que emana de cada sorriso mal disfarçado, pela dor de cada um que finge ser feliz. Não nasci para um mundo cheio de sorrisos forçados, abraços falsos, amigos de balada, jovens autodestrutivos. Não fui feita para um mundo cheio de ignorância, falta de personalidade, falta de bondade e caridade, ausência de altruísmo e maldade por todos os cantos. Um mundo ao qual não pertenço, é o mundo no qual vivo, e isso não me traz nenhuma perspectiva, não que traga a você também, pois nós dois vivemos nele, porém você pode estar cego pela falta de coerência de suas ações e pensamentos.
Nasci para um mundo onde existe compaixão e sentimento, onde as pessoas enfrentam seus problemas e amadurecem quando é chegada à hora. Nasci para um mundo onde as pessoas ainda pensam, valorizam o pensamento e a identidade alheia. Nasci num mundo onde se chora quando se está triste e se sorri quando se está alegre, um mundo onde os pássaros ainda cantam e as plantas ainda dão frutos. Eu nasci para um mundo onde você ainda pode ser você mesmo, não precisa ser legal e nem pop para ser bem aceito. No mundo para o qual eu nasci você não precisa ser igual a todo mundo, e se você não gosta de estar no meio onde foi aceito, as pessoas entendem isso perfeitamente. Nasci para um mundo no qual a inveja é abominada, onde amigos são aqueles que te amam de verdade e não aqueles que esperam que você seja igual a eles. Nasci para um mundo onde casais são felizes para sempre, onde amizades entre sexos diferentes existem, onde hipocrisia é ridículo, e sinceridade, em especial consigo mesmo, está super na moda. Eu nasci para um mundo onde as pessoas não se autodestroem e em que as pessoas tentam ser felizes sem se fazer valer de falsos artifícios.
O mundo para o qual eu nasci não existe, talvez nunca tenha existido, ou talvez ele exista no mundo que eu criei para mim mesma, longe de toda essa loucura cotidiana que me cerca, longe dos dedos que me apontam por ser diferente, longe daqueles que me olham com desdém, porém sentem inveja. Posso ser chamada de careta, de metida, de autista se você assim preferir. Você pode se referir a mim como quiser, do ponto de vista de sua insignificância e mediocridade hipócrita, a qual você disfarça com unhas e dentes, somente para esconder seus traumas, ou para ser mais um serzinho pop e fútil em cima do planeta, prefiro ficar no meu mundo inóspito para sua vida desenfreada, porém aconchegante para alguém que pensa.
Tenho certeza que não fui feita para nenhuma dessas falsas idéias, as quais hoje se tornaram verdades absolutas e incontestáveis, as quais chamam de modernidade. Não acredito em nada do que você acredita, tão pouco acredito que isso mude algum dia, somente posso afirmar que meu mundo é meu lugar e isso não vai mudar.

Ouvindo: Over you - Chris Dauhgtry

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Parece que foi para sempre..

Ainda parece que foi ontem que você se foi;
e que eu tive a certeza de que você não voltaria mais.
Mas isso já foi há tanto tempo;
que parece que foi para sempre que você se foi;
e parece que todo dia é uma surpresa;
ter a certeza que você não vai voltar;nunca mais.

É inútil tentar preencher o vazio que ficou;
é difícil tentar esquecer o que nunca foi;
é horrível saber que você não estará aqui;
é chocante saber que ainda sinto sua falta.

Ainda me parece que foi ontem;
que eu ria das suas piadas sem graça;
que eu chorava com você todas as suas mágoas;
e que você ainda era aquele que me entendia;
diante de toda a confusão que eu fazia.

Mas aqui estou eu agora;escrevendo as desculpas erradas;
pois meu coração não vê nenhuma delas como certas;
elas só aprofundam mais;
cortes que ficaram desde que você se foi;
tudo que meu coração pede é;
“por favor, volta pra casa”.

Eu sinto tanto a sua falta;
desde que você se foi;
e eu só quero que você volte;
volte pra casa, volte para mim.

Eu ainda espero que;
quando você voltar;
eu esteja aqui e que eu possa ter a certeza;
de que você voltou para casa;
que você voltou para mim.


"I want you to know it's a little fucked up
That I'm stuck here waitin', no longer debatin'
Tired of sittin' and hatin' and makin' these excuses
For while you're not around, and feeling so useless
It seems one thing has been true all along
You don't really know what you got 'til it's gone
When you come back I won't be here..."


Ouvindo : Where'd you go - Fort Minor

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ilusões

Às vezes se perde, outras vezes se perde de novo, e raras são as vezes que se ganha. Pelo menos às vezes em que se ganha da maneira como se queria.
É difícil aceitar que nem tudo é como queremos, e quase nada da maneira como esperamos. As chances de se acertar são quase nulas, tudo depende de fatores externos e sempre estamos tentando, mas quase nunca recebendo 100% do esperado, ou ao menos, do planejado.
Dessas circunstâncias da vida nossa de cada dia, surgem as ilusões, aquelas que criamos para conforto próprio, para descanso e sossego da mente, para que possamos muitas das vezes encostar a cabeça no travesseiro, fingindo que está tudo bem, quando sabemos que o mundo vai desabar a qualquer momento.
As ilusões fazem parte da vida, ninguém conseguiria sem elas viver. Seria pesado demais encarar um mundo com verdades absolutas, até mesmo porque, se todos nós o fizéssemos, o mundo seria muito mais que um lugar cinza, seria um todo deprimente, complexo, monótono e sem vida alguma, diante do cabisbaixo de cada ser que encara sua realidade de forma tão real, que é incapaz de sonhar, que nada mais é, do que o produto da ilusão, a qual nós criamos todos os dias em nossa mente.

Ouvindo : This is not a love song - Nouvelle Vague

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Chances...

“(...) E esconder da sua vida o que você sempre quis...”

É isso mesmo, estou iniciando essa postagem com uma frase de uma música lindinha, fofinha e graciosa que adoro, de uma banda q sinceramente gosto e que não é emo ok?
Só para lembrar, e se fosse também, não haveria problema nenhum, porque vou aproveitar a oportunidade para admitir que é verdade sim, eu gosto de Fresno!!! E qual o problema nisso?!
Depois desse desabafo acima, vamos lá...

O motivo de colocar essa música no inicio da postagem é, em primeiro lugar, eu gostar da música, o segundo motivo é que ela tem tudo a ver com o tema que pretendo abordar nessa postagem e o terceiro é que se você parar para ler/ouvir a letra você vai notar que em algum momento da vida, bem lá no fundinho do âmago, naquelas partes subterrâneas dos seus sentimentos que você jurou a si mesmo, nunca mais desenterrar, a letra tem todo um fundo de verdade, porque você, sim, você mesmo, já passou por essa situação, não venha me dizer que você, sujeito barbado de mais de 20 anos nunca passou por isso, porque de duas uma, ou você está mentindo, por ser mais conveniente, ou você é eremita, pois não é possível que isso nunca tenha acontecido.
O tema dessa postagem são as chances, sim sim, as chances. Existem vários tipos de chances, aquelas que professores batutas (não sei de onde tirei isso agora) te dão para salvar suas notas, aquelas que quando você estava atrasado pra ir para escola, um motorista camarada parou o transito infernal, para você pobre estudante atravessar aquela avenida sempre engarrafada onde ficava sua escola, a chance que sua mãe te dá, ao fingir que não viu que você não arrumou aquela bagunça monstruosa do seu quarto e também as chances que você deve dar a si mesmo, aquelas que você é muito teimoso e teima não dar a si e que são em definitivo o assunto dessa postagem.
Às vezes não queremos esquecer, não queremos lembrar, muitas das vezes nos tornamos incapazes de sentir e ouvir, e em outras tantas vezes gostaríamos de sermos realmente incapazes de tanto, pois nos escondemos, fugimos da realidade que nos é jogada na cara a cada minuto e não nos damos conta de tantas coisas que estão ao nosso redor, e que talvez de fato, fossem aquilo que tanto queríamos e que ainda não encontramos, por um simples e tolo capricho humano, chamado teimosia, a teimosia de ver o certo onde tudo está errado.
Sonhamos com tudo aquilo que queremos, sem de fato apalpar esse “tudo”, um tudo que às vezes não passa de um fruto da nossa pobre imaginação deficiente, ou talvez não passe de uma ilusão nem um pouco comedida, de todos os nossos devaneios encantados. E com tudo isso, nós perdemos as chances, as chances de realmente ter tudo isso que tanto sonhamos, em lugares que nós nunca imaginaríamos que estivessem e nessas horas mágicas de descoberta é que se nota o quanto se foi tolo e que você se arrepende de não ter se dado a chance de sentir tudo o que você queria antes, talvez não da forma como você sonhava, talvez muito melhor.
Todo dia nos são dadas novas chances e todos os dias, nós jogamos essas chances fora, pois estamos muito ocupados idealizando o que nunca deveria ser idealizado e sentindo tudo aquilo que não existe, em uma proporção tão grande, que chega a ser assombrosa.
Passamos a vida toda nos prendendo a coisas irreais, tentando viver ou reviver tudo aquilo que queremos e esquecer tudo que vivemos e foi inesquecível. Se dar uma chance não é fácil e mais difícil é dar uma chance aquilo que não tem chance nenhuma, em nossa concepção, mas nada é imutável, então pode ser que sua opinião mude, conforme as chances que você der a você mesmo e também quando você notar que a maior chance de todas é parar de se esconder atrás de coisas que não existem e nunca existirão. Essa definitivamente é uma chance que poucos concedem a si mesmo, mas aqueles que concedem, descobrem o mais importante da vida, que é o viver, e ser feliz.

OBS: Texto um tanto quanto desconexo, mas é o máximo que consegui me expressar, se vocês lerem com atenção e refletirem bem vão entender ;) (afinal não dá pra escrachar minha vida aqui =P)

“Não sabe o que é ter que esquecer
Cada minuto cada instante passado com você
Pra me dizer que não é feliz
E esconder da sua vida o que você sempre quis”

Ouvindo: O que você sempre quis - Stevens